E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.1 João 5:14

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Oração da Paz


Oração da Paz

O texto aparece pela primeira vez na revista devocional francesa “La Clochette”, editada em Paris, no nº 12, de dezembro de 1912, página 285. O redator da revista era o Pe. Bouquerel (1855-1923), que a publicou, sem nome de autor e sem atribuí-la a São Francisco, com o título despretensioso: “Uma bela oração para fazer durante a Missa”. Infelizmente, a documentação pessoal do Pe. Bouquerel foi perdida e, assim, não se pôde achar o possível rascunho desse texto, ou definir o real autor da mesma.
Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo.
Comparando-se a tradução do original com a versão em voga, percebemos que a ordem de algumas frases foram alteradas, e uma parte foi suprimida. Eis a versão original traduzida:

Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa Paz! (Seigneur, faites de moi un instrument de votre paix.)
Onde houver ódio, que eu leve o amor, (Là où il y a de la haine, que je mette l’amour.)
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão, (Là où il y a l’offense, que je mette le pardon.)
Onde houver discórdia, que eu leve a união, (Là où il y a la discorde, que je mette l’union.)
Onde houver erro, que eu leve a verdade, (Là où il y a l’erreur, que je mette la vérité.)
Onde houver dúvida, que eu leve a fé, (Là où il y a le doute, que je mette la foi.)
Onde houver desespero, que eu leve a esperança, (Là où il y a le désespoir, que je mette l’espérance.)
Onde houver trevas, que eu leve a Vossa luz, (Là où il y a les ténèbres, que je mette votre lumière.)
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. (Là où il y a la tristesse, que je mette la joie.)

Ó Mestre, (Ô Maître,)
que eu não procure tanto ser consolado que consolar, (que je ne cherche pas tant à être consolé qu’à consoler,)
ser compreendido que compreender, (à être compris qu’à comprendre,)
ser amado que amar, (à être aimé qu’à aimer,)
pois é dando que se recebe, (car c’est en donnant qu’on reçoit,)
é esquecendo-se que se é encontrado, (c’est en s’oubliant qu’on trouve,)
é perdoando que se é perdoado, (c’est en pardonnant qu’on est pardonné,)
é morrendo que se ressuscita para a vida eterna! (c’est en mourant qu’on ressuscite à l’éternelle vie.)


Fonte: Orações e Suas Traduções

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